Eu ando de um lado para o outro, o barulho dos meus sapatos é como um mantra.
Tantos apontamentos imperfeitos. Tanto barulho.
A vida não vai além disso, nem acreditando muito. Nem acreditando no amor, nas pessoas, na verdade.
Eu prefiro ficar quieta, apesar de quase nunca conseguir me calar. E dessa forma me transformei no que sou. No que dizem, sentem e pensam.
Entrei, sentei, me senti confortável e fiquei. Não sabia.
Definições sobre mim, tantas! Mas como pode ser, se eu não me reconheço nelas?

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