sexta-feira, 3 de julho de 2009

Para Vivi


Eu chego e fico. Sento-me, escuto a musica, presto atenção na letra... Me emociono.

E se eu escrever exatamente tudo que penso? Parei pra ler, não vale...

Tanto tempo, em cada momento é um eu que desabrocha, uma figura de cabelos esvoaçantes, tentando crer em alguma coisa.

Alguns momentos pra nada, pra tudo que é bom.

Desenhos pelo corpo, mais arte, mais sensação.

Umahoradamanhãumhoraedoisminutos...

Tanto tempo, tudo bem?



sexta-feira, 20 de março de 2009

ironique


Eu ando de um lado para o outro, o barulho dos meus sapatos é como um mantra.

Tantos apontamentos imperfeitos. Tanto barulho.

A vida não vai além disso, nem acreditando muito. Nem acreditando no amor, nas pessoas, na verdade.

Eu prefiro ficar quieta, apesar de quase nunca conseguir me calar. E dessa forma me transformei no que sou. No que dizem, sentem e pensam.

Entrei, sentei, me senti confortável e fiquei. Não sabia.

Definições sobre mim, tantas! Mas como pode ser, se eu não me reconheço nelas?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Hoje


Uma folha inteira para colorir.
Ampliando o cenário em que me encontro. Por acaso. Um imprevisto. Uma falta de sorte?
Dias em que as mãos não são dadas.
Trabalham.
Jasmim sobre mim.
Uma canção pro filhote.
Chamego.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Somente


Mariposa preta.

Marzipã.

Tudo diferente.

Nesses dias.

A chuva se misturando com o sol.

Minha cabeça queimando.

Estou bem.

Castanhas e sensações renovadas.

Cresça e apareça menina!

Mais

nada

que

tem

no mundo

me

seduz.

Desconstrucionismo.

Sim, desconstruí.

Saí do centro.

Ô menina, cresceu, hein?

Juntei as rimas, naveguei e preguei botões.

Mudei de travesseiro.

As cores ficaram mais claras, mas ainda me preocupo.

A chuva foi embora.

Um novo livro chegou.

Eu me sinto bem.







Enquanto isso

anoitece em certas regiões
E se pudéssemos
ter a velocidade para ver tudo
assistiríamos tudo
A madrugada perto
da noite escurecendo
ao lado do entardecer
a tarde inteira
logo após o almoço
O meio-dia acontecendo em pleno sol
seguido pela manhã que correu
desde muito cedo
e que só viram
os que levantaram para trabalhar
no alvorecer que foi surgindo
Meanwhile
Meanwhile night falls
into regions
and if we could just see faster
we could watch everything
Dawn is niext to night
and getting darker
and all the afternoons
are falling, falling
and then just after lunch
Noon rose into full sunlight
And then another morning
running early
seen only by those who rose
in time to work

Enquanto isso
Marisa Monte






sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Je, peint en jaune!


Reacionário

A chama da vela dança com o vento.

Eu não sei seguir esse caminho, não vejo nada no escuro.

Venha.

Fogos de artifício na noite chuvosa.

Cadê a lua? Hoje é noite de lua cheia, teríamos luz se ela estivesse no céu...

Mas está.

Frio nas pernas.

É porque chove.

Ãh?

Chove e a lua se esconde.

Todas as letras escondidas numa caixa. Palavras são erros.

Figuro em um ser que não sou.

Eu não a vejo, se não vejo, não sinto.

Está escuro, esperamos por esta noite, precisamos chegar...

Não sei se chegaremos. Ficamos parados ou andamos em círculos? Não temos destino.

Olham-se.

A noite acabou, demoramos demais.

Acabou.



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Dia de renovação, grande dia. Expectativas e livros novos! O mesmo personagem e mais histórias.
Música para meus ouvidos!!

Chuva...


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When the dream came
I held my breath with my eyes closed
I went insane,
Like a smoke ring day
When the wind blows

Now I won't be back till later on
If I do come back at all
Because you know me, and I miss you now.

In a strange game
I saw myself as you knew me
When the change came,
And you had a
Chance to see through me

Though the other side is just the same
You can tell my dream is real
Because I love you, can you see me now.

Though we rush ahead to save our time
We are only what we feel
And I love you, can you feel it now.

On the way home
Neil Young











domingo, 7 de dezembro de 2008

Eu abro a porta, as janelas, deixo o vento entrar e aí, vem a chuva...

Doidice

Convenci-me de que não adiantaria, você nem me disse se eu podia, nunca te vi de perto e os dois únicos abraços gravaram em minha pele uma sensação estranha, um certo incômodo, uma dor no peito. Naquele dia eu andei na chuva e tudo que eu queria escorreu pelo meu corpo e ficou no chão, no meio da rua, eu chorei e acho que me convenci, me convenci de que não pude te alcançar, não pude te mostrar meu mundo e te dar todo meu sabor e o teu sabor, que nunca senti, imaginei.

Estamos longe, eu entro em mim e espero, não quero mais sair. A chuva teima em voltar e toda vez que isso acontece, você vem junto. Será mesmo que esse abismo não foi feito por nós? Sim, é doidice... Foi vontade explosiva e admiração, foram palavras bonitas, um sutil envolvimento, cabeça que fervia e que quase se perdeu... Eu quis cantar, andar nas nuvens, mas eu sempre estive sozinha, tão sozinha que enlouqueci e, agora que não tenho mais saída, resolvi me entregar, desistir.




*** TEM MUITA POESIA DENTRO DE MIM***



Bem Que Se Quis

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?...

Mas tanto faz!
Já me esqueci
De te esquecer
Porque!
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar...

Agora vem, prá perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer...

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?...

Mas tanto faz!
Já me esqueci
De te esquecer
Porque!
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar...

Agora vem, prá perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer...

Bem Que Se Quis!...


Marisa Monte



segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

LaRmEs DaNs LeS yEuX


1º de dezembro


Antes de ser qualquer coisa, sou um problema.

Não é certo.

Só queria ser sua, plenamente.

Mas me vejo trancada, no escuro. Estou petrificada.

São muitas as palavras, eu as uso tanto. Será que elas são as responsáveis ou foi você?

O que o sonho construiu a realidade esmagou.

Eu reinvento a gente.

Eu, constante








Tratamento Ludovico!

Elixir da longa vida!

Um brinde aos insanos!