sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Somente


Mariposa preta.

Marzipã.

Tudo diferente.

Nesses dias.

A chuva se misturando com o sol.

Minha cabeça queimando.

Estou bem.

Castanhas e sensações renovadas.

Cresça e apareça menina!

Mais

nada

que

tem

no mundo

me

seduz.

Desconstrucionismo.

Sim, desconstruí.

Saí do centro.

Ô menina, cresceu, hein?

Juntei as rimas, naveguei e preguei botões.

Mudei de travesseiro.

As cores ficaram mais claras, mas ainda me preocupo.

A chuva foi embora.

Um novo livro chegou.

Eu me sinto bem.







Enquanto isso

anoitece em certas regiões
E se pudéssemos
ter a velocidade para ver tudo
assistiríamos tudo
A madrugada perto
da noite escurecendo
ao lado do entardecer
a tarde inteira
logo após o almoço
O meio-dia acontecendo em pleno sol
seguido pela manhã que correu
desde muito cedo
e que só viram
os que levantaram para trabalhar
no alvorecer que foi surgindo
Meanwhile
Meanwhile night falls
into regions
and if we could just see faster
we could watch everything
Dawn is niext to night
and getting darker
and all the afternoons
are falling, falling
and then just after lunch
Noon rose into full sunlight
And then another morning
running early
seen only by those who rose
in time to work

Enquanto isso
Marisa Monte






sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Je, peint en jaune!


Reacionário

A chama da vela dança com o vento.

Eu não sei seguir esse caminho, não vejo nada no escuro.

Venha.

Fogos de artifício na noite chuvosa.

Cadê a lua? Hoje é noite de lua cheia, teríamos luz se ela estivesse no céu...

Mas está.

Frio nas pernas.

É porque chove.

Ãh?

Chove e a lua se esconde.

Todas as letras escondidas numa caixa. Palavras são erros.

Figuro em um ser que não sou.

Eu não a vejo, se não vejo, não sinto.

Está escuro, esperamos por esta noite, precisamos chegar...

Não sei se chegaremos. Ficamos parados ou andamos em círculos? Não temos destino.

Olham-se.

A noite acabou, demoramos demais.

Acabou.



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Dia de renovação, grande dia. Expectativas e livros novos! O mesmo personagem e mais histórias.
Música para meus ouvidos!!

Chuva...


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When the dream came
I held my breath with my eyes closed
I went insane,
Like a smoke ring day
When the wind blows

Now I won't be back till later on
If I do come back at all
Because you know me, and I miss you now.

In a strange game
I saw myself as you knew me
When the change came,
And you had a
Chance to see through me

Though the other side is just the same
You can tell my dream is real
Because I love you, can you see me now.

Though we rush ahead to save our time
We are only what we feel
And I love you, can you feel it now.

On the way home
Neil Young











domingo, 7 de dezembro de 2008

Eu abro a porta, as janelas, deixo o vento entrar e aí, vem a chuva...

Doidice

Convenci-me de que não adiantaria, você nem me disse se eu podia, nunca te vi de perto e os dois únicos abraços gravaram em minha pele uma sensação estranha, um certo incômodo, uma dor no peito. Naquele dia eu andei na chuva e tudo que eu queria escorreu pelo meu corpo e ficou no chão, no meio da rua, eu chorei e acho que me convenci, me convenci de que não pude te alcançar, não pude te mostrar meu mundo e te dar todo meu sabor e o teu sabor, que nunca senti, imaginei.

Estamos longe, eu entro em mim e espero, não quero mais sair. A chuva teima em voltar e toda vez que isso acontece, você vem junto. Será mesmo que esse abismo não foi feito por nós? Sim, é doidice... Foi vontade explosiva e admiração, foram palavras bonitas, um sutil envolvimento, cabeça que fervia e que quase se perdeu... Eu quis cantar, andar nas nuvens, mas eu sempre estive sozinha, tão sozinha que enlouqueci e, agora que não tenho mais saída, resolvi me entregar, desistir.




*** TEM MUITA POESIA DENTRO DE MIM***



Bem Que Se Quis

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?...

Mas tanto faz!
Já me esqueci
De te esquecer
Porque!
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar...

Agora vem, prá perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer...

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?...

Mas tanto faz!
Já me esqueci
De te esquecer
Porque!
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar...

Agora vem, prá perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer...

Bem Que Se Quis!...


Marisa Monte



segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

LaRmEs DaNs LeS yEuX


1º de dezembro


Antes de ser qualquer coisa, sou um problema.

Não é certo.

Só queria ser sua, plenamente.

Mas me vejo trancada, no escuro. Estou petrificada.

São muitas as palavras, eu as uso tanto. Será que elas são as responsáveis ou foi você?

O que o sonho construiu a realidade esmagou.

Eu reinvento a gente.

Eu, constante








Tratamento Ludovico!

Elixir da longa vida!

Um brinde aos insanos!





quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Beau et Sacré




(Tom Zé e Elton Medeiros)


Tô vendo de baixo, pra poder subir..
tô vendo de cima pra poder cair
tô divido pra poder sobrar
desperdiçando pra poder faltar
devagarinho pra poder caber
bem de leve pra não perdoar
tô estudando pra saber ignorar
eu tô aqui comendo para vomitar

Eu tô te explicando pra te confundir,
Eu tô te confundindo pra te esclarecer,
Tô iluminado pra poder cegar,
Tô ficando cego pra poder guiar.

Suavemente pra poder rasgar
com o olho fechado pra te ver melhor
com alegria pra poder chorar
desesperado pra ter paciência
carinhoso pra poder ferir
lentamente pra não atrasar
atrás da vida pra poder morrer
eu to me despedindo pra poder voltar

Eu tô te explicando pra te confundir,
Eu tô te confundindo pra te esclarecer,
Tô iluminado pra poder cegar,
Tô ficando cego pra poder guiar.



                                                                                 x x



A tarde cuvosa se repetiu. Hoje eu sentei na grama e olhei pro céu. Vi chuva chegando, me molhei. Joguei bola e corri
.

Triste por ter perdido dois seres lindos: Pulga e Gergelim :o(

Pensativa.
Pensativa.

...




terça-feira, 25 de novembro de 2008

Pas de panique.

"Branco por cima e o negro de um sorriso herói
Trancam-me a mente e eu nego o quanto a dor destrói
Rasgam-me o sonho e o mal me põe na vida

E a vida me faz sem medo
Nos diademas, pragas, anjos de neon
Nos holocaustos trompas, flexas, megatrons
Rasgam-me a terra e o fogo traz a vida

E a vida não traz segredo
Fecha-se o ar e o sol se nega, nega-se o pão e a paz
E o amor me cega

Sete rajadas correm, somem
E uma mulher

Se entrega e se impõe ardente
Constante, serpente, vulgar
Rasga-se o sonho e o corpo sente a dor crescer
Abre-se a mente e o cego vê a luz nascer
Trava-se a guerra e o fogo faz a vida"

A Dama do Apocalipse

Elis Regina

Composição: Nathan Marques / Crispim Del Cistia


Folhas de Caderno

Coloque suas mãos no rosto,
Percebe quanto queima?
Tanta cor vermelha
Em cima de tudo.
A mesma paisagem.
Serão as mesmas palavras?
Por causa do sol ela não sai mais de casa,
Não vê mais ninguém.
Pensa em todas as músicas,
Mas não as canta
O vermelho toma conta de tudo.
Da paisagem.
Do sol.
Das palavras...
Fecha os olhos.
Fica muda.
Fica...
Muda.

25/11/2008

domingo, 23 de novembro de 2008

Que gosto tem aquela maçã?



Artigo definido


Você veio como pássaro aos céus voando livre.
Me trouxe brisa leve pela face.
Um alfabeto inteiro.
Inspiração.
Amarelo pintando a tela, verde em comum e o azul da liberdade.
Passeam músicas pelas paredes.
E teus sutis sinais...
Perco a fome, estremeço, quero andar!
Notas de violão...
Posso mesmo escolher?
Uma flor de versos ou diversas flores...
Não digo.
Esses teus sinais.
Anseio.
Receio.
Dama da noite.
De noite.
Na rua.
Na lua cheia.
Eu tremo.
Dou risada de mim.
Chuva e arco-íris.
Chuva e arco-íris.
Me encontro, quero mais, eu grito!
E não sei como termina.
Não encontro a saída.
Procuro?
Eu tremo.
Faço perguntas.
Teus olhos...
Teus sinais...
Não sei de mais nada.
Me perco.
E escrevo teu nome em mim.

sábado, 22 de novembro de 2008

"Ecoutez: Je vous laisse être. Permettez-moi d'être, alors. C.L."

Inesperadamente certas coisas acontecem e mudam o que existe ( ou existia) de mais concreto dentro de mim.



Sem entender tal atitude ela se volta pro espelho e percebe que ainda existem outros caminhos a seguir.

Sorri.

Devia mesmo querer entender tal momento, ou talvez fingir que entendeu? Deveria chorar quando algo não dá certo?

Por que a vontade de mudar se mistura com o maior de seus medos? Insônia.

Mesmo assim, sorri.

Mais uma xícara de café... Insônia.

E todo o mundo... Todo o tempo do mundo.

A estrada está sob seus pés... Caminha.

Certa noite, numa festa, ouviu dizer: " O que vale é o momento, o momento que vc quiser que valha..."

As pessoas agora passam e não fazem mais barulho. E ela diz: “Tem fogo?”

E vive.

18/07/2006