Trancam-me a mente e eu nego o quanto a dor destrói
Rasgam-me o sonho e o mal me põe na vida
E a vida me faz sem medo
Nos diademas, pragas, anjos de neon
Nos holocaustos trompas, flexas, megatrons
Rasgam-me a terra e o fogo traz a vida
E a vida não traz segredo
Fecha-se o ar e o sol se nega, nega-se o pão e a paz
E o amor me cega
Sete rajadas correm, somem
E uma mulher
Se entrega e se impõe ardente
Constante, serpente, vulgar
Rasga-se o sonho e o corpo sente a dor crescer
Abre-se a mente e o cego vê a luz nascer
Trava-se a guerra e o fogo faz a vida"
A Dama do Apocalipse
Elis Regina
Composição: Nathan Marques / Crispim Del Cistia
Folhas de Caderno
Coloque suas mãos no rosto,
Percebe quanto queima?
Tanta cor vermelha
Em cima de tudo.
A mesma paisagem.
Serão as mesmas palavras?
Por causa do sol ela não sai mais de casa,
Não vê mais ninguém.
Pensa em todas as músicas,
Mas não as canta
O vermelho toma conta de tudo.
Da paisagem.
Do sol.
Das palavras...
Fecha os olhos.
Fica muda.
Fica...
Muda.
25/11/2008
Percebe quanto queima?
Tanta cor vermelha
Em cima de tudo.
A mesma paisagem.
Serão as mesmas palavras?
Por causa do sol ela não sai mais de casa,
Não vê mais ninguém.
Pensa em todas as músicas,
Mas não as canta
O vermelho toma conta de tudo.
Da paisagem.
Do sol.
Das palavras...
Fecha os olhos.
Fica muda.
Fica...
Muda.
25/11/2008

Um comentário:
Linda.
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