domingo, 7 de dezembro de 2008

Eu abro a porta, as janelas, deixo o vento entrar e aí, vem a chuva...

Doidice

Convenci-me de que não adiantaria, você nem me disse se eu podia, nunca te vi de perto e os dois únicos abraços gravaram em minha pele uma sensação estranha, um certo incômodo, uma dor no peito. Naquele dia eu andei na chuva e tudo que eu queria escorreu pelo meu corpo e ficou no chão, no meio da rua, eu chorei e acho que me convenci, me convenci de que não pude te alcançar, não pude te mostrar meu mundo e te dar todo meu sabor e o teu sabor, que nunca senti, imaginei.

Estamos longe, eu entro em mim e espero, não quero mais sair. A chuva teima em voltar e toda vez que isso acontece, você vem junto. Será mesmo que esse abismo não foi feito por nós? Sim, é doidice... Foi vontade explosiva e admiração, foram palavras bonitas, um sutil envolvimento, cabeça que fervia e que quase se perdeu... Eu quis cantar, andar nas nuvens, mas eu sempre estive sozinha, tão sozinha que enlouqueci e, agora que não tenho mais saída, resolvi me entregar, desistir.




*** TEM MUITA POESIA DENTRO DE MIM***



Bem Que Se Quis

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?...

Mas tanto faz!
Já me esqueci
De te esquecer
Porque!
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar...

Agora vem, prá perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer...

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?...

Mas tanto faz!
Já me esqueci
De te esquecer
Porque!
O teu desejo
É meu melhor prazer
E o meu destino
É querer sempre mais
A minha estrada corre
Pro seu mar...

Agora vem, prá perto vem
Vem depressa, vem sem fim
Dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando
Sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer...

Bem Que Se Quis!...


Marisa Monte



2 comentários:

Vinícius Rennó disse...

Desistir não é uma opção, pra mim.

Vinícius Rennó disse...

E... a imaginação faz parte do real.